sábado, 17 de janeiro de 2015

Tio padrinho



Tio padrinho

─ Boa noite dona Merença. Qual será a nova sofrência?
─ “Euvim canta a Índia”.
─ Alôooo.... Terezinha, quem vem cantar hoje aqui.... é a sua madrinha.

─ Uma salva de palmas para dona Merença.
─ CLAP, Clap, clap, clap clap, ap,.. ap......

─ “Eu quiria dedica a musica pro o meu marido”.
Alguém levanta na plateia e começa a gritar: ─ Tio padrinho!  Tio padrinho! Tio ......
─ E qual o nome do seu marido dona Merença?
─ “O nomi du meu maridão é Aluizo”.

E na plateia alguém continua a gritar: ─ Tio padrinho!  Tio padrinho! .....

─ Alôooo.... Aluizo, quando é que você vai tomar juízo? ...
─ Alôooo.... tio padrinho, você parece um ratinho, .... devolve as ferramentas do seu vizinho.



E a pessoa na plateia continua a gritar: ─ Tio padrinho!  Tio padrinho!

─ Alôooo.... tio padrinho, para de fazer bico .... e devolve a serra tico-tico.
Na plateia: ─ Tio padrinho!  Tio padrinho!
─ Alôooo.... tio padrinho, vamos parar de fazer zoeira, ....... e devolve logo a furadeira.

─ Vamos volta agora com a dona Merença...
─ dona Merença, veio cantar com uma roupa, ... com a cor do PT.
─ Vamos lá dona Merença, .... cante e justifique a sua presença
─ “índia teus cabelos nos ombru caído ......”

─ FOM! Fom! Fom! fom!
─ E é PT na musica também. Perda Total.



─ Dona Merença! Dona Merença ?
─ Produção !?
─ Produção! Onde está a Dona Merença?

[Produção] ─ Acabou de sair correndo pela porta de emergência.


17/01/2015

“Tio padrinho”
AVISO/NOTICE/AVISO
* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
 * This is a fictional story. Any resemblance to actual cases or persons is entirely coincidental
 * Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidência.

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OUTROS TEXTOS

“Mais algumas buzinadas”
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* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
 * This is a fictional story. Any resemblance to actual cases or persons is entirely coincidental
 * Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidência.

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“A Discoteca da vizinha”
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* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
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 * Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidência.

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“Dona fulustreca”
AVISO/NOTICE/AVISO
* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
 * This is a fictional story. Any resemblance to actual cases or persons is entirely coincidental
 * Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidência.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Sargento e as patentes



O Sargento e as patentes



Quando jovem, saiu de uma cidade do interior nordestino, com destino a uma cidade grande, já que lá na pequena cidade não iria servir para as atividades que serviam a seus pais, a seus tios, e aos seus inúmeros primos. Mal sabia remar ou nadar, sabia apenas olhar e observar. E saiu das margens de um rio para se alistar na marinha. Acostumado a ver rios com cheias e secas, queria ver o mar. Desembarcou em outro rio para ali se alistar. Alistou-se como um recruta para servir a pátria, e chegou à patente de sargento. Serviu no sul do país e descobriu que as patentes têm outros significados.

Sem pai e sem mãe em outro rio, aceitou a pátria como mãe e a marinha foi sua madrinha, no Rio de Janeiro. Um dia foi designado para uma cidade onde começa a formação dos futuros oficiais da marinha. Não ariscou um passo mais largo, preferiu formar novos recrutas, que começariam como ele começou. Mais tarde, já como sargento, fora convidado para um cargo de adido militar, em outro país, e surge uma nova desistência de um passo mais largo. E aquele sargento só serviu à marinha. O sargento serviu à marinha em algumas patentes, e não serviu para mais nada. Acostumou-se a criticar os outros por uma gíria, “queimar a pólvora do governo”. E como o governo era seu pai, queimou pólvoras à vontade, era o governo quem lhe pagava.

Na época em que servia a marinha, e morava em uma pequena casa no final de uma vila, tentou servir como criador de coelhos, nos fundos de um quintal de um vizinho, na mesma rua. Não serviu de nada seu investimento. Quando possuiu casa própria com um terreno nos fundos, e ainda servido a marinha, tentou servir como criador de galinhas. Queria ser fornecedor de frangos e galinhas para aviários. Não serviu de nada seu novo investimento e seu novo empreendimento. Comia, dormia e bebia no quartel, e quis criar, dar apenas água e ração para frangos e galinhas, alojados em um galinheiro. Coletou alguns ovos para consumo próprio, e produziu apenas o adubo deixado pelas galinhas. Com poleiros e patentes, elas souberam transformar a água e a ração que lhes foi ofertada. 

Mais tarde o sargento investiu como sócio em uma empresa de aplicação de sinteco em residências. Sem conhecer nada do ramo, quis ser apenas o dono, sem sujar as mãos, não podia desmerecer sua patente. Não se sabe exatamente o fim da história e a desfeita da sociedade. De outras vezes fez novas e diferentes tentativas. Tentou por algumas vezes ser um construtor. Deixou casas incompletas, ou seja, todas as casas que começou a construir não foram terminadas, inclusive o galinheiro.

Muito tempo depois voltou para aquela cidade de onde saíra em sua adolescência. Foi a uma cidade próxima e fez um grande investimento no ramo de depósito de gás, com distribuição de gás engarrafado, tentando e imaginando favorecer a região. Outro empreendimento não pesquisado e não avaliado, que não serviu de nada. Teve que vender os botijões vazios, trazendo de volta os prejuízos, o empreendimento não teve sucesso, nem chegou a explodir.
Hoje com uma granja disponível que não lhe pertence, continua suas tentativas de servir para alguma coisa. Uma granja que lhe serve para brincar de trabalhar de produtor rural, buscando novas patentes. Novos e repetidos conhecimentos e investimentos são aplicados na granja, também chamada de sítio. Já tentou novamente servir como criador de galinhas e de coelhos. Tentou servir como criador de carneiros e ovelhas. Investe na produção de capim, sempre viçoso e irrigado. Tenta ser um piscicultor com uma piscina improvisada. 

Soube preservar na granja tudo que era velho e desajeitado. Casas e casebres, cochos e ranchos; são obras que em algum momento, antes da aquisição da granja, com edificações e construções, algo que um dia foi iniciado, construído e terminado. Mas com a ação do tempo requer conservação e manutenção, que nunca não são realizadas.

O sargento tenta no espaço conhecido como sitio ou granja, criar e produzir tudo que pode ser encontrado em um supermercado como: animais abatidos, limpos e embalados, nas opções cozido ou assado; fresco, resfriado ou congelado. Tenta novas patentes rurais. Tenta ser um produtor de frutas secas, polpas de frutas e laticínios E em um supermercado ainda é possível encontrar produtos industrializados com certificados de inspeção, em embalagens lacradas e esterilizadas.

Saiu da cidade do interior, mas continua por lá. Não sofreu por histerese, uma patologia social, apenas por hipertensão, a patologia do ancião. Vê na atual granja, quem sabe fazer e aprender o que poderia ter feito e aprendido por lá. Lá naquela cidade de onde partiu. Hoje as terras e imóveis que sua família possuía, já não possuem mais. O jeito agora é trabalhar de meeiro dividindo tudo coleta ou que produz, com os donos da granja, para não correr o risco de ser despejado.

Não perdeu o habito dos meninos de sua época lá naquela antiga e pequena cidade. O hábito de sair para caçar. Vez por outra nos dias de hoje quando sai pela selva de pedra, volta para casa com uma carne lembrando uma caça. Uma ave preparada, um frango assado.

Hoje esta sempre criando um porco para abater e comer ao final de cada ano. Cria o porco com restos de comida, cascas de legumes e frutas, mais as sobras de um rancho militar. Para no final do ano consumir o porco alimentado de sobras. E entrar um ano novo com sobras ingeridas e transformadas, por um porco que viveu a vida toda enjaulado. 

Natal é renascimento, um local onde tudo recomeça e todos renascem. Um limite entre a barreira do inferno e o trampolim da vitória.


15/01/2015 

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* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dona Fulustreca



Dona Fulustreca



Dona Fulustreca era uma pessoa de confiança na família de Aluizo e Merença. Conhecida de muitos anos, já passara e engomara. Trocava as fraldas de Tio Mauricinho, enquanto ele era pequeno. Depois das fraldas chegaram as cuecas de Tio Mauricinho. Uma velha conhecida da família que já trabalhara como passadeira de roupas na casa de Aluizo e Merença. Deixou de trocar as fraldas do tio Mauricinho chegando ao tempo de passar e engomar as camisas sociais do tio Mauricinho. Passagens de um tempo distante, bem antes da Tia Caloteirinha assumir a posição de passadeira oficial da família. 

Tempos tão antigos fizeram parte daquela família e de dona Fulustreca, chegando a uma época que também rolou uma paixão entre dona Fulustreca e o Tio Mendiguinho. Algo ligando em cima e esquentando em baixo. Por pouco dona Fulustreca não aceitou e acreditou nas palavras de Tio Mendiguinho, que dizia: “panela velha é que faz comida boa”. Viu dona Fulustreca passando roupa e quis passar o ferro na velha. 

Tio Mendiguinho já fora empresário bem sucedido. Tio Mendinguinho já fora gerente de um trailer. O “Trailer Classe C”, nos tempos do dinheiro chamado de cruzeiro. Um trailer que vendia cachaça, conhaque, cinzano e caipirinha; cigarros, cervejas e caldinhos. Localizado em um canto, perto do cemitério da Cacuia. Mas o empreendimento foi para as cucuia. Tio Mendiguinho ganhou o diploma de “Freguês Classe C”. Um diploma idealizado, promovido, patrocinado e confeccionado por ele mesmo. Ele comeu e bebeu, criou o premio e ganhou.

A confiança depositada na Fulustreca era tanta que a Tia Professorinha contratava dona Fulustreca para ser dama de companhia de Lady K. Dona Fulustreca era alem de passadeira, e dama de companhia, era uma eximia cozinheira. Quando a Tia Professorinha deixava algo para o almoço, antes de sair para trabalhar. Um almoço já meio pronto, meio encaminhado para dona Fulustreca e Lady K. Como por exemplo, bifes já cortados e temperados, faltando apenas fritar. Dona Fulustreca transformava os bifes em apetitosos picadinhos, picando os bifes já prontos e temperados, acrescentando água e colocando para cozinhar. Ao terminar o preparo reinava uma duvida claro, em saber se era uma sopa ou um caldinho. Terminada a refeição Fulustreca acomodava-se no sofá da sala para encontrar uma melhor posição, deitar, dormir e cochilar. Era comer, olhar para a TV, cair, e dormitar, chegando a roncar. 

Hoje Lady K, já não tem mais a dama de companhia e não namora mais o Viniçu. Esta noiva de Chon, um chinês nascido nos EUA, que agora mora no Brasil, e é dono de uma loja que vende roupas e acessórios fabricados na China. Vende roupas no planalto central durante a semana, no estilo sacoleiro. E no Rio de Janeiro, trabalha na loja, nos finais de semana, o dia inteiro.

Por muito tempo depois de terminar os tempos de jornadas, em passagens e passadeiras, dona Fulustreca frequentou e frequentava a casa de Aluizo e Merença. Sempre discreta, chegava sem avisar. Dona Fulustreca não era uma pessoa chegada a luxos, bastava lhe dar um pirão dágua com farinha, para ela dizer que a comida estava uma “diliça”. Depois de fartar o bucho e encher a pança, dispensava um café e uma sobremesa, lhe bastava um lugar para sentar e cochilar. E aguardar a hora do café chegar.

O café da tarde com a pontualidade das quatro horas era uma das únicas coisas que prestavam na casa de Merença e Aluizo. Com um pão quentinho de uma padaria próxima, vinha sempre a calhar, sem encalhar.

RN, 13/01/15


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* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
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sábado, 10 de janeiro de 2015

Mais algumas buzinadas



Mais algumas buzinadas


─ Alôooo.... dona Terezinha, olha aqui a sua vizinha.
─ Alôooo.... Você conhece a Tia Peteka? Aquela que brincava com a Tia Professorinha, de boneca.
─ Boa noite dona Merença. Veio cantar alguma sofrência?
─ “Euvim canta a Índia do Tiririca”.
─ Uma salva de palmas para dona Merença.
─ CLAP, Clap, clap, clap clap, ap,.. ap......
─ Índia teus cabelos, teus cabelo. Índia teus cabelos teus cabelos. Indiaaa...... os teus cabelos......
─ FOM! Fom! Fom! fom!




─ Dona Merença, a senhora usa xampu de laranja?
─ Não!
─ Dona Merença, a senhora tomou chá de folhas de laranjeira?
─ Não!
─ Dona Merença a senhora chupou limão?
─ Não! “E pruquê essas preguntas?”
─ A sua voz e os seus cabelos estão um bagaço. Uma bagaceira geral.
─ Uma salva de palmas para dona Merença.
─ Uhhhhhhhh...

E Merença voltou para casa, com Aluizo em seu Gordini. Voltaram por uma estrada com muitas pedrinhas. Cataram pedrinhas por uma estrada, e encontraram algumas flores pelo caminho, como rosas, dálias e crisântemos. Pararam em algumas casas e Merença foi bem recebida.

─ Olá dona Merença, a que devemos a sua presença. 

Merença irritou-se com a saudação, interpretando ser uma gozação em referencia ao local das buzinadas. Não entrou e continuou seu caminho. Aluizo buzinou o Gordini e partiram. Merença se recusou a entrar na casa e tomar um café, ou comer um pedaço de bolo. Há muito tempo os parentes e os vizinhos, já lhes serviam em copos, talheres, e pratos descartáveis. Diziam que era para não sujar as louças, mas Merença e Aluizo sabiam que havia outro motivo oculto. E este ato vinha irritando os dois. Mais um motivo para não entrar nas casas para lanchar. De nada adiantava entrar e comer, e depois sair com um pedaço de bolo embrulhado em um guardanapo. Estavam de carro, e outras coisas poderiam levar. 

Merença preferia voltar para casa, para olhar e escutar sua coleção de CDs. Uma coleção conquistada com sacrifício e discrição. Em sua casa ela podia fazer faxinas e cantar, sem alguém para buzinar. Ainda assim os vizinhos para disfarçar passavam de carro em frente à sua casa, acenavam e buzinavam. Mal sabendo eles dentro da casa que os objetivos das buzinadas eram outros.

Tia Caloteirinha seguia os exemplos de Merença. Cantava um pouco também, arriscava um inglês portenho. Cuidava da casa, das roupas do Caço, e das cuecas de MC Ardeu. Até o dia que Aluizo proibiu a entrada de peças intimas e não intimas de MC Ardeu. Com sua voz rouca de Pato Donald disse que não queria mais que Tia Caloteirinha lavasse as roupas do MC Ardeu, em sua casa. Embora tivesse estratégias para reduzir o consumo de água e energia elétrica, Aluizo queria ter e manter a condição de comandante em seu barco. Quem não aprovasse suas regras que desembarcasse. E as roupas de MC Ardeu foram dar em outros lugares, e nadar em outras águas.

Certa vez Aluizo desembarcara o Tio Carrofortinho, que saiu do barco, levando uma tripulação. E um dia muito tempo depois, ele pediu permissão para reembarcar. O tio Mauricinho, a tia Professorinha e a tia Caloteirinha chegaram a interceder a favor do Tio Carrofortinho. Em outro dia depois, o Tio Mauricinho desembarcou por vontade própria, deixando um grumete e uma ordenança.

E em um dia distante Aluizo também desembarcou a Tia Professorinha, que chegou com um clandestino sem documentos ou passaporte, e o embarque não foi autorizado. Muito tempo e muita negociação foram necessários para o reembarque de Tia Professorinha. As condições e as profissões de Tia Professorinha favoreceram entrar no barco novamente, trazendo conhecimentos de salva-vidas.

AVISO/NOTICE/AVISO
* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
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Mais algumas buzinadas

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RN 10/01/15


A Discoteca da vizinha
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